A eletricidade é um insumo cada vez mais estratégico para a competitividade das empresas. Conforme a matriz elétrica brasileira se torna mais complexa e dinâmica, a volatilidade de preços passa a ser uma realidade tanto no mercado cativo quanto no mercado livre. Seja pela variação horária da demanda, por eventos climáticos, por restrições de transmissão ou pela própria lógica de oferta do sistema, os consumidores continuam expostos a oscilações de custo que podem afetar de forma direta a previsibilidade financeira do negócio. Essa volatilidade é resultado de um fator central: o custo de geração, transmissão e distribuição muda conforme o horário e o nível de estresse da rede. Quanto maior a demanda ou menor a oferta momentânea de energia firme, mais cara tende a ficar a energia elétrica. Nos últimos anos, o avanço da estrutura tarifária horária – como as tarifas branca e horossazonal A4 no mercado cativo, e os sinais de preço por hora no mercado livre (como PLD horário e contratos com indexação temporal) – tornou evidente uma nova oportunidade: a gestão ativa da curva de consumo. É justamente nesse cenário que entram os sistemas de armazenamento de energia em baterias, ou BESS (